segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Sensatez

Quem você mais vê hoje em dia
Quem você ainda vai ver amanhã
Esses costumes de toda família
Que me deixam doente, de febre terçã 

Ignorância deixada de herança 
Estória contada de boca em boca
Fofoca falada em prol da mudança 
Tudo moldado para uma mente oca

Se você me conta, mas não quer ouvir
Não há discussão, te deixo exprimir
Tamanho respeito que guardo comigo

O ego é maior quando só há um umbigo
Nem pra tudo se tem uma resposta
Na maioria das vezes viramos as costas

domingo, 21 de outubro de 2012

Poço de Maldade


Todo lugar tem uma história
Toda história tem um personagem
Mas nem todo personagem
Consegue a vitória

Vence quem é mais forte
No mundo dos fracos
Tem que se contar com a sorte
E é difícil sair de dentro do buraco

De lá de baixo, no fundo escuro
Onde ninguém lembra do protagonista
A cena é roubada atrás do muro

Para que toda essa intriga se desfaça
O mundo deixa de ser pessimista
Mas ainda é cheio de desgraça.
Obrigado a todos que acompanham as postagens e gostam dos textos, preparei uma surpresa pra vocês, ainda está no inicio então me perdoem a bagunça, mas aqui está : http://www.facebook.com/ovelhojovem  A página no Facebook do O Jovem, velho!  

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Pressa de acabar

A gente tenta todo dia acordar
Tenta todo dia aguentar
Mas a vontade de desistir
Nunca deixa de existir

É inefável mas mesmo assim
Eu acho um jeito de dizer
Que mesmo que eu tente ser
Nada nunca vai dar certo pra mim

Fingindo rir na hora
Pra tentar esconder
Que toda a vontade vai embora

Essa coisa de viver
A gente se cansa de tentar
E eu já até cansei de acordar

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O desumano é comum

Não dá pra acreditar no homem 
Que de fato é desumano
As verdades somem
E só o que temos é o cotidiano

Que nos mostra todo dia que podemos 
Podemos ser tudo de bom pra nós
Desde que estejamos a sós 
Mentindo sobre o que fizemos

E quando cairmos, vai ser de uma só vez
Sem muitos arrodeios, uma queda limpa
Para quem fez uma subida suja 

Um toque de genial timidez 
Que sorriso nenhum estampa 
E amigo nenhum estava lá pra gritar: FUJA! 

sábado, 6 de outubro de 2012

Um pouquinho pra cuidar

Quem não tem nada e ganha um pouquinho
Se agarra a isso com toda a força
Mas se o pouquinho não é de agarrar
O mundo cai e só lhe resta quebrar

Quem não tem nada e ganha um pouquinho
Não sabe direito o que fazer, fica meio bobo
Passa o tempo todo pensando no que fará
E acaba por perder o tempo todo pensando

Se um dia o meu pouquinho chegar
Acho que já sei o que vou fazer
Vou fugir pra bem longe com ele
Onde ninguém vai poder me roubar
Aí eu fico lá, observando e pensando
Cultivando todo o meu pouquinho
Tudo o que eu posso chamar de meu

Pena que eu ainda não tenho nada.

Sorriso diário

Mesmas conversas todos os dias
Mesmas pessoas e até os mesmos lugares.
Levanto a cabeça pro horizonte mas ainda assim... Os mesmos lugares.
A gente até que tenta falar aos ventos que estamos felizes
Mas nos falta as alegrias
As vontades,  as esperanças e até mesmo, as vinganças
Um ócio que já faz parte, que atrasa e atrapalha
Que nos deixa sem confiança
É como uma roupa de metal, que se tem de vestir todos os dias
É demasiado peso
E a gente carrega tudo isso... Sem ninguém saber.