terça-feira, 30 de outubro de 2012

Amor maior

Gasto meu tempo
Dinheiro e amor
Gasto violento 
De dias, rancor

Lutas num campo
Forjado de dor
Sua alma é roubada
Pobre amador.

Perdido no meio
Sem nenhuma rota
Sou puro receio

Ninguém mais se importa
Amor idiota
Codinome: DotA

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Aquele Anjo

Ontem eu tive um sonho
Sonhei com um lugar estranho
Meio cinza e um pouco medonho
No entanto me vi um pouco risonho

Havia uma pequena figura naquele tristonho cenário
A doçura do seu sorriso inundava o lugar
Fazia sentir-me bem e querer ali estar
Seus gestos leves e involuntários

Sua beleza era algo incomum
Não me importaria de ficar ali pra sempre
Não se ela continuasse ali presente

Então senti o cheiro de algo comum
Senti o toque macio e quente ao meu lado
Vivendo um vazio que é estar acordado

                                        - Fabricio Lopes -

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

De bala achada

Eu vi tudo passar diferente
Na frente de toda a gente
Ninguém disse nada
E até hoje ninguém diz

A gente se esconde 
Abaixa o nariz
Olha pro horizonte
Só depois da trovoada

Eu vi tudo passar na minha frente
E era tudo inconveniente 
Eu que sou apenas um

Corri pela minha vida
O primeiro alvo comum
Em plena avenida 

Amores reais

Qualquer amor serve
Qualquer carinho
Quando a solidão ferve
E eu fico sozinho

Não é pedir demais
Não deve ser difícil
Amores reais
Sem nenhum precipício

Toda hora eu me sinto só
Mais meia hora e eu viro pó
Perdido na solidão

Que eu chamo "minha casa"
Estendi a minha mão
Me queimei naquela brasa

Vício laranja

Um laranja que acalma
Uma calmeira antes da escuridão
Devagarzinho vai embora
Trazendo em si a depressão

Umas formas coloridas
Que só duram uma hora
Me cura umas feridas
Alegra a minha alma

Já está tudo escuro
O que sinto é saudade
Fico esperando pra ver

Mas não sinto a minha idade
Daqui de cima desse muro
Já vai anoitecer

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Pra vida toda

Eu tinha um grande amigo pobre
Vivia no mundo dos loucos
Inventava coisas que não se via com frequência 
E estava sempre em lugar nenhum, longe daqui 

Ele tinha boas ideias, que ao meu ver eram nobres
Uma perspicácia que se via em poucos
No entanto todos falavam da sua estranha aparência 
Falavam do seu cheiro esquisito " um cheiro ruim "

Aquele meu amigo, meus caros
Com a sua tão grande mente
Veio a pensar em algo magnifico 

Meu grande amigo raro
Foi pra longe, pra um lugar diferente
E hoje, eu tenho um grande amigo rico

                                           - Fabricio Lopes - 

À meia-haste

Muda essa tua vida
Sem medo do porém
Não cansastes de tanta ferida?
Olha a diante que tu vais além

Não te digo por bondade
Nem tampouco piedade
Mas por experiência
De pura decadência

Desprezo humano
Que me deixa atordoado
Num país tirano

Num mundo todo errado
Vive isso por mim
Pois já não posso mais ser assim.