sexta-feira, 16 de novembro de 2012

De olhos fechados


Mas é todo dia
Que acorda assim
A grande maioria
Fazendo motim

E a paz que me falta
Por conta da malta
Se faz convivente
Com a vida que levo.

Não se pode culpar
Quem não sabe entender
Então,tudo eu relevo

Mesmo sem querer
E de fato me canso
Mas não vou reclamar
Fecho os olhos e danço

Deixo o mundo gritar


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Ela é sempre igual

Queria falar de você
Queria até cantar
Queria escrever
Mas não vejo um porquê

Não vejo razão, não sei o que é
É falta de ar, é falta de fé

Você não expressa
Se faz de difícil
Mas nunca tive pressa
Sou mais um civil
Ouvindo promessa

Eu sei que não vai
Eu sei o que me espera

Me faço de tolo.

Mesquinha e mísera

Como todos os amores não correspondidos

Doutrina da dor

Tanto direito
Tanto respeito
É muito saber
Pra tão pouco ser

Me diz o que faço
Onde devo fazer
Me diz o compasso
Que devo bater

Pra quê ter um sonho?
É tudo mais fácil
Se você estuda

Se termina o ginásio
Se isso te agrada
Me deixa tristonho

terça-feira, 13 de novembro de 2012

O medo que dá

Na pedra que piso
Tantos já pisaram
No anagrama que fiz
Tem um padre e um riso

Um cantinho só pros dois
Numa festa a fantasia
Esbanjando simpatia
No cantinho, só nós dois

Eis que então
Não tem mais rima
Perdi a vida aqui em cima

Parei no tempo pra pensar
Olhei em volta, rezei pro mar
Te entreguei o coração

Refém de mim

Um bom café com leite
      Mais leite que café
Pouca fé e muito enfeite
      Seis e meia
      Todos de pé
Trabalho árduo e mútuo
      Preso no vácuo
      Desse mundo
Eu que de vagabundo
Sou um vagamundo
      Vivo preso
Aqui no meu quarto

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Reforma

Como é que se acorda, mesmo?
Como é que se levanta?
Deixo tudo a puro esmo 
Cheio de nós na garganta

Deixo as coisas passarem 
Ainda é só o começo 
Se porventura, as mesmas ficarem 
Eu troco de endereço 

E depois eu nem sei
E depois nunca se sabe
Poesia pela metade

Que eu nem considerei
Sem apelo nem deidade
Pode ser que tudo acabe

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Besteirinhas

Essas coisas pequenas
Que a gente deixa passar
Essas palavras amenas
Que eu queria escutar 

E me falta tanta coisa
Me falta o mundo inteiro
Um pequeno sorriso
Num filme sem roteiro 

Uma história pra escrever
Que me contam todo dia
Um dia pra contar

Pros futuros que hão de vir 
Sem muitos arrodeios
O que me falta está por vir