Sussurram as estrelas
Sussurros á noite
Sussurram besteiras
Sussurram caladas
Umas com as outras
Sussurram paradas
Na imensidão
Sussurram histórias
À muito contadas
Sussurros singelos
Na noite abobada
Sussurram sorrisos
Sussurram amor
Sussurram atritos
Mas nunca rancor
Sussurram beleza
Na imensidão
Que nos cerca
Sussurram tristeza
Na solidão
Que lhes aperta
Sussurros a noite
Sussurram as estrelas
- Fabricio Lopes -
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Bronze Frio
Uma lápide foi colocada
No jardim de um terreno baldio
Onde lá, todos passaram e deram uma olhada
Para o póstumo pedaço de bronze frio
E nele havia escrito
Um pequeno poeminha
Que dizia assim:
"Aqui jaz você
Que morreu
Num fim de mundo
Sem ninguém saber”
Mas ninguém se importou muito
A maioria das pessoas daquele lugar
Foram embora sem entender
No jardim de um terreno baldio
Onde lá, todos passaram e deram uma olhada
Para o póstumo pedaço de bronze frio
E nele havia escrito
Um pequeno poeminha
Que dizia assim:
"Aqui jaz você
Que morreu
Num fim de mundo
Sem ninguém saber”
Mas ninguém se importou muito
A maioria das pessoas daquele lugar
Foram embora sem entender
terça-feira, 26 de novembro de 2013
A canção do diabo
Uma música dissonante
Toca no fundo da sala
Nas faces um semblante
De quem pensa muito
E no entanto se cala
O diabo tem as melhores canções
Todos dançavam
Enquanto ele observava e ria
Luxúria, o mundo aos seus pés
E uma garrafa de gim na mão esquerda
Seu anel de ouro branco
Brilhava mais que o sol
Os dentes pontiagudos de um demônio escondido
Num corpo político
Uma mordida na fruta proibida
E um mundo está perdido
Todos dançavam em êxtase
Enquanto ele os observava
O mundo foi feito pra se governar
E quem não é governado
Conta histórias sobre quem o governa
Benditos sejam
Os poetas
Toca no fundo da sala
Nas faces um semblante
De quem pensa muito
E no entanto se cala
O diabo tem as melhores canções
Todos dançavam
Enquanto ele observava e ria
Luxúria, o mundo aos seus pés
E uma garrafa de gim na mão esquerda
Seu anel de ouro branco
Brilhava mais que o sol
Os dentes pontiagudos de um demônio escondido
Num corpo político
Uma mordida na fruta proibida
E um mundo está perdido
Todos dançavam em êxtase
Enquanto ele os observava
O mundo foi feito pra se governar
E quem não é governado
Conta histórias sobre quem o governa
Benditos sejam
Os poetas
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Fugi da paz
O que todo mundo quer é ganhar
E ganhar é ter paz, é ter felicidade.
Mas a gente se acostumou com o caos
Com o contraste
O que a gente tem é cansaço,
Acorda cedo e deita tarde.
Mas a gente levanta pra trabalhar
E deita pro intervalo.
O que a gente tem é nosso
E com o tempo expira
O que a gente tem é nosso
E se não cuidar vai embora
Vai embora, monta família e vai trabalhar pro governo também.
Como todo mundo faz. E se aposenta. E passa o resto da vida na frente de uma televisão
Numa paz ilusória que é concedida no final das nossas vidas.
Onde as poltronas e os televisores de plasma estão todos em promoções com 40% de desconto.
Onde a diversão são os reality shows.
É a paz que eu não quero ter.
E ganhar é ter paz, é ter felicidade.
Mas a gente se acostumou com o caos
Com o contraste
O que a gente tem é cansaço,
Acorda cedo e deita tarde.
Mas a gente levanta pra trabalhar
E deita pro intervalo.
O que a gente tem é nosso
E com o tempo expira
O que a gente tem é nosso
E se não cuidar vai embora
Vai embora, monta família e vai trabalhar pro governo também.
Como todo mundo faz. E se aposenta. E passa o resto da vida na frente de uma televisão
Numa paz ilusória que é concedida no final das nossas vidas.
Onde as poltronas e os televisores de plasma estão todos em promoções com 40% de desconto.
Onde a diversão são os reality shows.
É a paz que eu não quero ter.
domingo, 3 de novembro de 2013
Cauterizar
Um tanto aqui pra te acomodar
As flores no jardim
Eu sei é pouco demais
Ter apenas a mim.
Talvez um pouco mais perto
Pra me obedecer
Os desejos que eu mesmo tive que conter
Em quanto tempo a gente fez
Esse castelo outra vez, caiu.
E fez chorar um rio
Que eu tive que conter
O trem das nove
A saudade me vem
Como o trem das nove que eu perdi
Por acaso
Com o atraso da minha cidade velha.
E me lembro dos sorrisos que tirei
Dos amores que roubei
E do que quero de volta
Me lembro dos amigos que deixei
Das loucuras que fizemos juntos
E isso não me conforta.
Preciso voltar ..
Preciso voltar ?
Me pergunto sempre,
Se preciso mesmo ...
Mas a resposta está aqui.
Então eu lembro de todos que eu tenho hoje
De tudo o que eu poderei fazer amanhã
E talvez a resposta seja:
Não, eu não preciso voltar
Eu posso fazer tudo de novo
E vou fazer tudo de novo.
Sem me arrepender,
Ou me prender
Aos meus erros.
Viva, viva com toda a intensidade
Que lhe faltava antes
Viva, por que a eternidade
É uma dádiva a muito privada da nossa existência.
Sorria sempre, Cante e assobie
Faça o que lhe der vontade
Grite, alto pra que todos possam ouvir
Você é o dono do mundo ..
Ou ao menos do seu mundo
E lembre-se sempre:
Você só vive uma vez.
- Fabricio Lopes -
Como o trem das nove que eu perdi
Por acaso
Com o atraso da minha cidade velha.
E me lembro dos sorrisos que tirei
Dos amores que roubei
E do que quero de volta
Me lembro dos amigos que deixei
Das loucuras que fizemos juntos
E isso não me conforta.
Preciso voltar ..
Preciso voltar ?
Me pergunto sempre,
Se preciso mesmo ...
Mas a resposta está aqui.
Então eu lembro de todos que eu tenho hoje
De tudo o que eu poderei fazer amanhã
E talvez a resposta seja:
Não, eu não preciso voltar
Eu posso fazer tudo de novo
E vou fazer tudo de novo.
Sem me arrepender,
Ou me prender
Aos meus erros.
Viva, viva com toda a intensidade
Que lhe faltava antes
Viva, por que a eternidade
É uma dádiva a muito privada da nossa existência.
Sorria sempre, Cante e assobie
Faça o que lhe der vontade
Grite, alto pra que todos possam ouvir
Você é o dono do mundo ..
Ou ao menos do seu mundo
E lembre-se sempre:
Você só vive uma vez.
- Fabricio Lopes -
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