sexta-feira, 12 de abril de 2013

Marginal

Sou um marginal!
Porque hoje em dia, ser poeta está fora de moda...
E ser marginal nem é tão ruim assim, sabe?
Eu tenho um violão, uns papéis e caneta.

Quem mais pode me impedir?
Alguns cigarros, um pouco de café e uns livros, veja só, um completo vadio.

Sou um marginal!
Por escolha, por desejo, e no fundo eu realmente acho que todos queriam ser assim.
Afinal, que homem ou mulher quer acordar as 6:00 da manhã pra sustentar empresas dos outros!?

Sou um marginal e da margem eu nunca sairei
Se é pra se juntar a alguém, que seja a margem que eu criei.

sábado, 6 de abril de 2013

O Ultimo Adeus

Um ultimo suspiro
longe demais
triste demais
Longe de mim

Não pude dizer
O quanto lhe amava
E respeitava
Não pude falar
Nem te abraçar
Ou ao menos dizer
"Volte logo"

Uma parte de mim se foi
E vai sempre faltar algo
Com o fardo
de não poder
Lhe dizer Adeus

Adeus, meu irmão.


       - Fabricio Lopes -


quinta-feira, 4 de abril de 2013

Dinheiro pra quê?

Não tem dinheiro que compre a imortalidade
Mas dinheiro compra muita coisa, lealdade,
Mulheres, bebidas, cigarros
Rancor, ódio e pigarros.

Dinheiro é um mal pra vida toda,
Dinheiro só serve pra sustentar coisas que não precisamos,
Pra ganhar admiração de pessoas que não gostamos,
Pra viver uma vida a qual nem ao menos conseguimos lidar,
Num meio social o qual somos forçados a sustentar.

Um cético me disse um dia, " A única forma de se conseguir imortalidade, é sendo inspiração pra um poeta "

sábado, 30 de março de 2013

Beijos de nicotina

Euforia de criança
Um antídoto pro mau-humor
Onde a dor já se esconde
No meio dessa valsa

Beijos de nicotina
Os quais não posso recusar
Se ao menos cogitasse
Ainda assim, em vão, haveria de ser.

Pois, de tão pequena e bela a flor
É impossível, da mesma, se desfazer
Sendo assim, carrego-a comigo
Para lá e para cá.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Soneto

Conquistas turvas
Em tardes claras
Por essas curvas
De vezes raras

De tal medo
E também desejo
Fizemos nosso próprio enredo
De amor sobejo

Incomuns cuidados
Agora privados
Tendem assim a progredir

Que assim seja
Com muita cerveja
Estarmos sempre a nos divertir

sábado, 16 de março de 2013

Fundo assim

Suspiros o dia todo
Todas as outras mentiras de amor
E ainda não entendo
Como pode alguém ser tão desatento

Suspiro o dia todo
Caixinhas de dor
Fuja pra onde der
Escape se quiser

Eu simplesmente não consigo acreditar
Que tanto tempo vão
Fosse tão fundo assim

E corta
É morta

Faca
Fogo
E fumaça
Todas nas suas
Respectivas caixas