segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Cafel

É tudo tão chato aqui e o tempo não passa
Os olhos pesam, e as coisas perderam a graça
A inquietude que permanece e me deixa irritado
De manhã cedo e esse tédio, demasiado

Aborrecido e um tanto ignorante
Não digo nada a ninguém de imediato
Pego o café escutando o som da Tv, irritante
O gosto do café amargo, me deixa mais frio e chato

Que diabos de dia insuportável
Muita gente falando ao mesmo tempo
Sobre um assunto que nem sequer é considerável

Eu deveria voltar a dormir
Já que de manhã é tudo contratempo
E tudo que eu quero é apenas abstrair 

Canto Vão

Cansado dessa rotina, as vezes me desespero
Me engano à noite, quando deito, minto.
Minto tão repetidamente que nem sequer, sinto
Não consigo fazer mais nada, então apenas espero.

Conformado e acomodado me torno tudo o que mais odeio
Procurando uma desculpa, muda de assunto, faz arrodeio
Vergonha e dor, sabe o que se passa mas não sabe falar
Fala tudo errado e depois deixa passar

Enterrado na própria desgraça
Comum, ignorado e doente
Olhos apagados,que só tem rancor

Prisioneiro desse mundinho decadente
Que comemora a derrota com vinho servido na taça
E tamanha é a repulsa de ver tanto horror

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Saudade

Brincava, sorria e desfrutava
Acendia um cigarro, doava piadas
Jogava seu jogo, fazia magicas
Nunca revelou o segredo, e a saudade apertava

Hoje dói ter feito birra
Hoje a saudade aperta de novo
Ser jovem demais sempre foi um estorvo
Dentro do que eu conheço, só me sobra ira

Seu sorriso eu ainda lembro
Lembro dos personagens que eu atuava
E hoje choro às vezes, por não ter seu ombro

Eu ainda tenho saudades
E já te procurei olhando pra cima, mesmo sem uma deidade
Eu odeio tudo isso, mas eu já odiava.

Quem te viu, Quem tevê

Essa sua cara séria
Falando sempre de coisas importantes
Já virou até mania
Você ainda ri daquelas piadas? Dos comediantes? 

Desliga essas coisas, desliga essas vidas 
Você só se perde pra ganhar
Mas já foi vencida 
Deixou de viver pra, falar 

Presta atenção, não é besteira
Eu cuido de você
Não se joga a vida fora, por uma carreira

Pensa em outra coisa, segura outra coisa
Não fique a mercê
Não viva em prol de tal guisa

Caixinha

Hoje a gente nem se vê
Quem te viu, nem sabe o que foi
Só sabe que não é mais você
Não dá nem bom dia, só fala fria, um frio " oi. "

Hoje a gente nem se vê
Amanhã eu vou me mudar, mas você nem sabe
Ninguém nunca sabe o porquê
As vezes um sentimento é demasiado grande, e não cabe

Não em todo mundo
Ia ser bom amar todos, quiçá por um segundo
Mas não cabe

Hoje, eu não quero te ver.
Não quero saber.
Não quero que isso tudo desabe

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Foi numa terça-feira à noite

Para um pouco pra pensar
Faz o que é bom pra você
Ou deixa esse desejo dominar?
Levanta, olha as horas, desliga a tevê

E já não está tudo por igual?
O que diabos lhe atormenta?
O que diabos você quer, afinal?
Não grites, sente aí! Respira e te sustenta.

Será que eles voltam?
Eu quero que eles voltem?
Eu só queria ser ninguém

A cachaça acabou...
Olha pela janela, o que as pessoas esperam?
O trânsito parou.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Encetativos & Sinônimos

Ameno, e sem um porquê
Maior do que eu
Olho pra cima sem querer
Raiou o dia pra varrer

Mas de vez em quando
Aquela dor que vem
Rói tudo, chorando
Ia do jeito que convém
Aí lembro do porém