sábado, 19 de janeiro de 2013

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Um novo poema

Um novo sorriso
Ainda mais bonito
Talvez.

Um novo carinho,
Mais quente
Toda vez.

Com mais beleza
Com mais certeza
Ainda duvido

Mas ainda assim
Com tantos tercetos
É num simples quarteto
Que o poema de amor chega ao fim.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Até levantar

Falou ao vácuo
E o eco lhe respondeu
A dúvida que talvez
só o álcool lhe concedeu 

Bebeu ligeiro e sentiu o pigarro,
O gosto amargo da mistura e o cigarro.
Maldita guisa que não sai de mim.
Coisa que veio do nada, 

Veio assim.

Vou levando até onde consigo
Eis comigo, o que quero levar

Bebidas e cigarros
Até onde der pra ir
Até eu conseguir andar 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Um diálogo casual

-Esse mundo virado, seu moço...Esse mundão não é mais a mesma coisa.
 Gente construindo trens enormes, casas gingantes, já pensou se isso cai por cima de alguém?
Eu não sei de motivo pra ter tanta coisa. É coisa de mais pra pouco gente, e pouca coisa pra gente demais.

- Mas isso é questão de tempo... O tempo passa e só piora, e temos muito tempo no passado.
Muito tempo jogado fora, muito tempo desperdiçado, a ciência evolui, mas o homem só se atrasa, nós fomos direto pro que é brilhante, pulamos o básico, por isso que o simples ainda impressiona a gente...
Nós não aprendemos a amar, ninguém sabe o que é amor. Nós nos esquecemos de respirar.

-É tudo tão errado, mas é tão simples de resolver! Eu nunca vou entender essa vida mendiga que eu levo.
Levo aos olhos do povo, já que viver da terra é o mais fácil (...).
Eu só queria saber se antes de morrer ainda verei um sorriso sincero de amor. Veja só, não tenho filhos, nem mulher... Sou um perdido no mundo, vim de passagem e me perdi na cidade. A angustia que me corre as veias cairá junto comigo, com essa sorte toda que tenho, capaz de nem enterro, ter.

- Não diga besteira, homem. Hão de lembrar de você! EU lembrarei de você!

- Mas aí... quem vai lembrar de tu quando for sua vez?

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Breve despedida

Seria melhor não ver,
Não ter,
Deixar ir,
Seguir
Sem ter que pedir
Que esqueça

Seria melhor a dor
Sem amor,
Sem pudor
Com todo o rancor
Que pudesse sentir,

Deixar ir...

Pois nenhuma dor
Dura uma vida,
Como ferida
Que não se fecha

Seria melhor não ter,
Nem querer ter,
Seria melhor não ter tido.

Seria melhor.

                 - Fabricio Lopes -

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Um poço que não posso

O que me impede de sair
É a saudade de ficar
E tudo que eu queria
Era uns momentos pra parar

Parar no tempo, no espaço e de pensar,
Parar de olhar tudo o que eu faço
Pensando em acabar.

Não tenho cordas,
Nem barcos,
Nem velas, nem céus

Tenho feridas, cortes.
Sujeira,
E um véu preto
Que serve pra cobrir o mal
Carregado por dentro,
Carregado sozinho

Açucarado de sal,
Quente e gelado
Tudo ao mesmo tempo
E nada por acaso.
Nada é o que eu faço

É tudo jogado
Em um grande buraco

Doce

Seria pedir demais
um pouquinho de paz,
então vou me contentar.

Pelos menos eu posso desabafar.

Alguém vai ler, alguém tem que ler!

É muita coisa e pouca ao mesmo tempo,
não se pode comparar, mas não se pode negar
os suspiros de mar que damos antes de dormir.

Nas águas que queríamos deitar antes de dormir.
Não é conveniente abandonar.

Mas o querer as vezes toma
E sofrer nunca soma.

E tudo por causa dessas coisas
que acontecem com todo mundo,
em todas as cidades, todos os lugares

Mas ainda assim, 
o mar sorri pra mim.

E eu lhe retribuo sempre com o mesmo desejo
de não voltar