O que todo mundo quer é ganhar
E ganhar é ter paz, é ter felicidade.
Mas a gente se acostumou com o caos
Com o contraste
O que a gente tem é cansaço,
Acorda cedo e deita tarde.
Mas a gente levanta pra trabalhar
E deita pro intervalo.
O que a gente tem é nosso
E com o tempo expira
O que a gente tem é nosso
E se não cuidar vai embora
Vai embora, monta família e vai trabalhar pro governo também.
Como todo mundo faz. E se aposenta. E passa o resto da vida na frente de uma televisão
Numa paz ilusória que é concedida no final das nossas vidas.
Onde as poltronas e os televisores de plasma estão todos em promoções com 40% de desconto.
Onde a diversão são os reality shows.
É a paz que eu não quero ter.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
domingo, 3 de novembro de 2013
Cauterizar
Um tanto aqui pra te acomodar
As flores no jardim
Eu sei é pouco demais
Ter apenas a mim.
Talvez um pouco mais perto
Pra me obedecer
Os desejos que eu mesmo tive que conter
Em quanto tempo a gente fez
Esse castelo outra vez, caiu.
E fez chorar um rio
Que eu tive que conter
O trem das nove
A saudade me vem
Como o trem das nove que eu perdi
Por acaso
Com o atraso da minha cidade velha.
E me lembro dos sorrisos que tirei
Dos amores que roubei
E do que quero de volta
Me lembro dos amigos que deixei
Das loucuras que fizemos juntos
E isso não me conforta.
Preciso voltar ..
Preciso voltar ?
Me pergunto sempre,
Se preciso mesmo ...
Mas a resposta está aqui.
Então eu lembro de todos que eu tenho hoje
De tudo o que eu poderei fazer amanhã
E talvez a resposta seja:
Não, eu não preciso voltar
Eu posso fazer tudo de novo
E vou fazer tudo de novo.
Sem me arrepender,
Ou me prender
Aos meus erros.
Viva, viva com toda a intensidade
Que lhe faltava antes
Viva, por que a eternidade
É uma dádiva a muito privada da nossa existência.
Sorria sempre, Cante e assobie
Faça o que lhe der vontade
Grite, alto pra que todos possam ouvir
Você é o dono do mundo ..
Ou ao menos do seu mundo
E lembre-se sempre:
Você só vive uma vez.
- Fabricio Lopes -
Como o trem das nove que eu perdi
Por acaso
Com o atraso da minha cidade velha.
E me lembro dos sorrisos que tirei
Dos amores que roubei
E do que quero de volta
Me lembro dos amigos que deixei
Das loucuras que fizemos juntos
E isso não me conforta.
Preciso voltar ..
Preciso voltar ?
Me pergunto sempre,
Se preciso mesmo ...
Mas a resposta está aqui.
Então eu lembro de todos que eu tenho hoje
De tudo o que eu poderei fazer amanhã
E talvez a resposta seja:
Não, eu não preciso voltar
Eu posso fazer tudo de novo
E vou fazer tudo de novo.
Sem me arrepender,
Ou me prender
Aos meus erros.
Viva, viva com toda a intensidade
Que lhe faltava antes
Viva, por que a eternidade
É uma dádiva a muito privada da nossa existência.
Sorria sempre, Cante e assobie
Faça o que lhe der vontade
Grite, alto pra que todos possam ouvir
Você é o dono do mundo ..
Ou ao menos do seu mundo
E lembre-se sempre:
Você só vive uma vez.
- Fabricio Lopes -
domingo, 20 de outubro de 2013
Amor de poeta
O amor é minha droga, não o sexo.
O sexo é consequência, o prazer é necessário.
Mas o amor é o que todo poeta precisa pra manter a mente anestesiada o suficiente pra escrever.
Todo mundo quando ama é poeta.
Então eu amo, cada palavra, momento, e dor.
Cada conta, detalhe e suor.
Cada gota, cada flor.
Eu amo quem me odeia e me desapego do desprezo
O amor nada mais é que um tempo pra pensar
No que vamos poetizar.
O sexo é consequência, o prazer é necessário.
Mas o amor é o que todo poeta precisa pra manter a mente anestesiada o suficiente pra escrever.
Todo mundo quando ama é poeta.
Então eu amo, cada palavra, momento, e dor.
Cada conta, detalhe e suor.
Cada gota, cada flor.
Eu amo quem me odeia e me desapego do desprezo
O amor nada mais é que um tempo pra pensar
No que vamos poetizar.
sábado, 19 de outubro de 2013
Pra mim mesmo
Em outros tempos
Tampouco amenos
Dizia-se que amores
Vão e vem
E temores também
Dizia-se que tudo tem porem
E que amar sozinho é ser refém
De uma arma apontada pra ninguém
Tampouco amenos
Dizia-se que amores
Vão e vem
E temores também
Dizia-se que tudo tem porem
E que amar sozinho é ser refém
De uma arma apontada pra ninguém
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Colidir o tempo com o afeto
Debaixo dos lençóis
Do nosso próprio teto
Invadir o céu, banhado de enxofre
Com carvão e salitre
Para tudo explodir.
Colidir as vidas
Sem se ferir
Cuidar do que se tem
Mesmo sem ter nada
É o que a vida tem
É o que eu sigo em disparada
Um abismo de nada
E figuras abstratas
Fui o único que vi
O céu desmoronar
O único problema
Que não se pode solucionar
Quanto custa o preço de amar?
Debaixo dos lençóis
Do nosso próprio teto
Invadir o céu, banhado de enxofre
Com carvão e salitre
Para tudo explodir.
Colidir as vidas
Sem se ferir
Cuidar do que se tem
Mesmo sem ter nada
É o que a vida tem
É o que eu sigo em disparada
Um abismo de nada
E figuras abstratas
Fui o único que vi
O céu desmoronar
O único problema
Que não se pode solucionar
Quanto custa o preço de amar?
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