sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Me acha em tudo que olha

Espera o tempo todo, sem se preocupar com o tempo 
Nem tanto com a saudade, pois sabe que é passageiro
Quando é tudo triste, faz-se alegre bem ligeiro
De forma a qual, seja tudo lindo e limpo

Suave como tal sorriso que lhe preenche o rosto
Da forma como observa-me atenta, sem dizer nada
Das datas marcadas de encontros, em agosto
Talvez pense que tenhamos que esperar a próxima outonada

Eu nunca vou saber exatamente como é sua cabeça
Mas me ofereço pra tentar durante o resto da vida 
E não me renderei a nada que me impeça

E você com olhos pequenos 
Me olhar meio curiosa, mordida
Acho que só quer tempos mais amenos 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Fôlego que me dá

Faço o que o me convém fingindo não saber
Que tudo o que tem lá fora é um pouco do que eu preciso
Já que aqui dentro, é tudo tão narciso
Que eu trago comigo o tempo inteiro, guardado no peito
Do poeta que fala bobagens mas não teme em dizer
Que o tempo todo, só pensa em você.

E quanto tempo esperar pra poder-lhe então ditar,de tal forma
Uma simples frase que serve como norma
Que diz suave no vento
E que sempre me traz alento
Que basta então, saber te amar

Mas hão de aprender que tudo é com calma
E aprendem o tempo todo com saudade da alma
Que falta todo dia, sumindo com a alegria
Que repõe no final, pois sinto sua companhia
Mesmo longe daqui, e talvez, mesmo sem notar
De tudo que é, e que há, não só por assim ser
Mas por poder te dizer que tudo o que quero
É apenas estar.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Acordar cedo é


Acordar cedo é complicado em dias de feriado
Na segunda-feira, todo mundo cansado
Na terça todo mundo chateado
E na sexta , feliz, que amanhã já é sábado

sábado, 1 de setembro de 2012

Primeiros pensamentos

Melhor não olhar, deixar passar todo o momento
Melhor esquecer o que viveu, e seguir em frente
Sem esquecer as raízes e os pensamentos
Por tudo que se passou, nada o derrubaria novamente
E que o fizessem cair, levantaria sedento

Esperando o que viesse a diante
Olhando de cabeça erguida, vibrante
Com ares de navegante perdido, mas que sabe o que quer
Sem sequer pestanejar, a primeira palavra que sempre lhe vem, é...
O nome da tal mulher.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Rudimento

Chove em mim, por dentro e por fora, todo o dia
De fora pra dentro sem nunca sentir dor
Trevas em forma de trova que me fazem transpor
Música do fundo da alma, em forma de elegia

Chiste que me espanta tudo que é triste
Mas que de fato, nem sequer existe
Coisa de criança que brinca na rua
Com medo de punição por sua ínsua

O que me faz boçal 
É que o porquê não é mais integral
Por meio do incerto

Que as vezes é correto
Mas nem sempre é carnal 
Pois tudo que sinto, nada mais é que pessoal

domingo, 26 de agosto de 2012

Até a morte.


Tudo bem calmo, tranqüilo
Enquanto espero o tempo passar
E que tudo passe bem rápido, como num piscar.
Eu não preciso de razões para segui-lo

Mesmo assim as possuo
Do mesmo jeito feliz que escuto tuas juras de amor
Eu fico bobo, eufórico e até fátuo
Porque de fato, consegui tudo com o máximo de louvor

Me gabo por te ter, por ter algo tão perfeito
Repito pra mim mesmo, que tenho a sorte
E cultuo todos os dias esse seu jeito

Que é pra mim como a mais bela flor
Que me cativa todo dia, e acho pouco ter-lhe a oferecer apenas amor.
Mas saiba que o meu amor por você, é até a morte.


Apenas dezenove

Sinto-me velho... Tão velho quanto um pinheiro que acabou de envelhecer
Como uma fênix que tenta renascer
Flácido, fraco, desleixado
Perdido em devaneios, acabado

A minh'aura contagia todos por onde passo
Feito um odor fétido, que sai de lugar nenhum
Como um vírus, ali permanece em tudo que faço
Contento-me com isso, acho comum.

Meu humor irônico me faz constantemente irritado
Pesadelos grotescos me fazem acordar assustado
Rezo pra nunca mais dormir

Sendo assim deito ás oito e levanto ás nove.
Receio que essa velhice vá demorar de ir
afinal eu tenho apenas dezenove

                                              - Fabricio Lopes -