terça-feira, 11 de setembro de 2012

De manhã, de tarde e todo o dia

Seis e meia, já de pé.
Se prepara pro que já conhece
Repete tudo, já perdeu a fé
Deixa tudo passar, finge que não conhece

Não se importa
Fecha a porta
Dá bom dia
Sem alegria

Dita a tabuada como mestre que é
Não liga se tu aprendeu
Apenas repete o seu sermão

Senta aí, bebe o teu café
Foi tudo isso que te ofendeu?
Não chore não.

Sozinho

Nada agrada, nada alegra
Nada sinto, nada.
Um sorriso de fachada
Ou um desses que revigora?

Que diabos tem la fora?
O que é que eu posso e não posso?
Entre tantos partidos, um fosso.
E as vezes a gente cansa de fazer metáfora

Fala sozinho, só pra desabafar
Fala o que tu queres
Fala até faltar o ar

Diz pra eles sem eles verem
Conta todos os seus saberes
E escute as respostas se contradizerem

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Só mais um pouquinho

A prisão que a mente não sente
O corpo que fica parado
Tudo é cantado dentro da mente
Que me deixa enfeitiçado
No meio das fumaças de um cigarro
Estasiado por esse peso carregado
Parado em movimento dentro de um carro
Jogado fora todo o sangue que foi derramado
Por nada mais nada menos, que um pequeno punhado
Um punhado de palavras que flertam a mente
Que de vez em quando, nem sequer é coerente
Mas me deixam feliz por poucos minutos
Esses minutos que eu queria apenas ter
E infinitamente, estender.

Me acha em tudo que olha

Espera o tempo todo, sem se preocupar com o tempo 
Nem tanto com a saudade, pois sabe que é passageiro
Quando é tudo triste, faz-se alegre bem ligeiro
De forma a qual, seja tudo lindo e limpo

Suave como tal sorriso que lhe preenche o rosto
Da forma como observa-me atenta, sem dizer nada
Das datas marcadas de encontros, em agosto
Talvez pense que tenhamos que esperar a próxima outonada

Eu nunca vou saber exatamente como é sua cabeça
Mas me ofereço pra tentar durante o resto da vida 
E não me renderei a nada que me impeça

E você com olhos pequenos 
Me olhar meio curiosa, mordida
Acho que só quer tempos mais amenos 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Fôlego que me dá

Faço o que o me convém fingindo não saber
Que tudo o que tem lá fora é um pouco do que eu preciso
Já que aqui dentro, é tudo tão narciso
Que eu trago comigo o tempo inteiro, guardado no peito
Do poeta que fala bobagens mas não teme em dizer
Que o tempo todo, só pensa em você.

E quanto tempo esperar pra poder-lhe então ditar,de tal forma
Uma simples frase que serve como norma
Que diz suave no vento
E que sempre me traz alento
Que basta então, saber te amar

Mas hão de aprender que tudo é com calma
E aprendem o tempo todo com saudade da alma
Que falta todo dia, sumindo com a alegria
Que repõe no final, pois sinto sua companhia
Mesmo longe daqui, e talvez, mesmo sem notar
De tudo que é, e que há, não só por assim ser
Mas por poder te dizer que tudo o que quero
É apenas estar.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Acordar cedo é


Acordar cedo é complicado em dias de feriado
Na segunda-feira, todo mundo cansado
Na terça todo mundo chateado
E na sexta , feliz, que amanhã já é sábado

sábado, 1 de setembro de 2012

Primeiros pensamentos

Melhor não olhar, deixar passar todo o momento
Melhor esquecer o que viveu, e seguir em frente
Sem esquecer as raízes e os pensamentos
Por tudo que se passou, nada o derrubaria novamente
E que o fizessem cair, levantaria sedento

Esperando o que viesse a diante
Olhando de cabeça erguida, vibrante
Com ares de navegante perdido, mas que sabe o que quer
Sem sequer pestanejar, a primeira palavra que sempre lhe vem, é...
O nome da tal mulher.