sábado, 12 de outubro de 2013

Conto de fadas

Não contam mais aos protagonistas que tudo é um conto de fadas
Então alguns as vezes pecam na apresentação, outros não.

Por azar, não fui eu quem pequei.
Eu segui o que estava nas linhas de tripas, com letras de sangue escritas pelo demônio.
O demônio que me atormentou, atormenta e atormentará toda a minha existência.
E cada um tem o seu. Cada um tem o seu próprio demônio, dentro da mente. Escondido.
Ele nos faz acreditar nas outras pessoas, nos faz ter fé em Deus, nos faz seguir as coisas que no fundo...
Bem no fundo, sabemos que falharão.

O meu demônio me fez amar.
O meu demônio me fez brigar até sangrar.
Me deu coragem quando não precisei, e a escondeu de mim quando eu mais quis tê-la.

E o fim é simples.
 É exatamente como começam os contos de fadas. "Era uma vez."

33

E foi morrendo aos poucos
Sem saber a hora exata
Suava frio, e a pele arrepiava

O desgosto de esperar
E ver até onde o tempo vai passar
Cada um no seu tempo
E eu só faço esperar

               Dois mortos, e agora já esquecidos, dentro de um quarto a conversar

- O que o amor sempre traz, também gosta de tirar.
- Cabe ao tempo dizer o que há de durar e o que há de morrer.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Fodam-se os títulos

Te empresto o som
Pra recordar
Grava aí,
Eu vou cantar

Para o tempo
Pra respirar
Para o mundo
Só pra dançar

No mesmo tom
Daquela vez
Do violão
Na timidez

Ainda me lembro
O que tu fez

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Mariposa

Na janela de minha casa
Pousou a mariposa
Suas pequenas belas asas
À procura de amor

Enganada pela luz
Foi torrando com o calor
A esperança de amar
Que eu vi na mariposa
Me fez acreditar que nem tudo é perfeito

Esfreguei olhos vermelhos
E tentei sorrir
Pois de todas as feridas
A maior bandida
É a dor do próprio amor

Enganada a mariposa
Eu me pus então a pensar
Eu mesmo sou a mariposa
Que morreu por tentar amar?

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

I

    
A vida tem vários sentidos
E quase nenhum motivo
A vida em si, se baseia no corpo, mas só pode existir por conta da mente
E entre corpo e mente, se vareia de pessoa para pessoa
Em casos mais adversos, os dois.
      II
Cavei uma cova só pra mim.
Cavei fundo, pra ninguém me achar
Mas quero que me encontrem, quero que achem minhas ideias
Não meu corpo.
Tenho problemas com ele.
Quero que me encontrem e pensem sobre isso
Quero que achem e reflitam sobre!
Não que achem e admirem, ou repudiem 
Apenas reflitam
E o que mais eu poderia fazer se não escrever?
A vida tem vários motivos
E as vezes, pouco sentido
Sonhos, devaneios de uma mente que pouco viveu, mas de quase tudo extraiu 
           III
Devaneios os meus, os quais perdido na noite, sento e escrevo
banais, pavorosos e até mesmo, inescrupulosos!
Pontos, virgulas, e interrogações demais.
Correndo de um lado pro outro, pensando em como explicarei tais coisas a você, caro leitor
Que até então, leu até aqui e não conseguiu ainda me entender
No mais, teve apenas ideias que refletiram sobre você mesmo.
Não é engraçado, como eu escrevo sobre mim, e você lê sobre você?
            IV
Mundo cão.
Virado, reduzido a nada, e a um todo que vai repercutir a nossa vida toda
Enquanto a vida durar, e que dure até o sol raiar.
forca, cova, faca, fuga.
Escapem enquanto ha tempo, pois sofrer de uma só vez vale mais que sofrer pra todo o sempre…Ou melhor, todo o resto!
De morte, porque de vida é simples de se falar.
Poderia descrever a vida em uma só palavra: INJUSTA!
A injustiça da vida consiste na própria existência dela mesma. 
Ninguém pede pra viver sem antes já ter vivido e se soubéssemos que pediríamos pra viver um dia, não pediríamos pra nascer.
Talvez, agora, depois de tantos devaneios noturnos, esteja claro pra mim, que nada mais importa, senão, um simples sopro de vida
Alguns prazeres, pequenos, que prendem a vida ao corpo, e mente o que se prende.
Mas, quando foi que parei de viver e passei a sobreviver sobre as coisas que me rodeiam?
Acho que foi desde que nasci.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Pão.

Um modo de começar a pensar
Escrever o que tiver pra falar
Já que as conversas não fluem
Do modo como deveriam

Fala de amor é brasa
É ardido e confuso
O tempo obtuso que me atormenta

Eu paro, eu fumo.

 Fumar
momento pra suspirar

Uma rima pra um poema inteiro
Que há de passar sem ser lido
O tempo gasto escrevendo
Pra alguém apenas ignorar

Não irei te mostrar
Pois, meu bem...
O que é meu
É teu também

Até as dores e o medo
Principalmente esse, de te perder.

De usar a mesma rima
De fingir que sei escrever

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Segunda-feira

Condenado a vida
E ao medo da morte
Quais tempos de sorte
Seriam esses, os quais vivi
- Pobre poeta -

Ei, meu bem, não se chateie
O tempo é nosso outra vez
Hão de haver outros dias
Amenos, pequenos,
Como você.

Ei, não me faça chorar
Eu fiz tudo pra te agradar
Eu cerquei tudo ao redor
Enquanto na garganta
Amarrava o nó.

Condenado a vida
E ao medo de viver
Trancado nos sonhos
E o prazer de esquecer ( nunca há de ter )
Um só lugar no mundo
Em que eu encontre você.