terça-feira, 24 de julho de 2012

Soneto

Foi muito rápido quando aconteceu, uma escolha errada e então fim.
Sem pensar em nada, mergulhei fundo
Lamentavelmente, não pensei em tudo
Somente dei as costas, estava tudo certo pra mim

Lembro-me de um abraço e um meio chorar...
Deus! O que eu não daria pra voltar
Um rosto bonito, desafio, inteligência. Triste ilusão.
Encontro-me envelhecido e sozinho, então.

O tempo passa depressa, as lembranças insistem em me castigar
Alguns pensam "todo castigo é pouco"... Será que vai ser sempre assim?
Eu sei, se quebrou, mas não tem clemencia pra mim?

Droga! Era imenso... Devia ter me contentado.
Até uma criança boba , contenta-se com o pouco que lhe é dado.
Acho que Deus pode fazer algo por mim, mas por hora, temo que essa dor nunca vá terminar

                 - Anônimo -

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Dúvidas à parte

Onde tudo foi parar?
Ainda estamos no mesmo lugar?
Não lembro de nada, o verde desapareceu.
Árvores, casas, pessoas, então tudo escureceu.

Onde estou? Será minha casa? Mas é tudo tão estranho...
Não tenho frio, nem fome. Na verdade é tudo confortável.
Só lembranças aqui, ali, Instável.
Apertado por dentro, num espaço sem tamanho.

Só escuto minha própria voz, alguém sabe quem sou?
Eu sei? Onde estive, onde vou, é tudo real ou ilusão?
Espera! É isso? - Algo começa a clarear -

Duvidas, clarões, um pensamento vil que de repente parou
De tudo que tem aqui, nada conheço, mas é bem familiar. Verdade ou não?
É isso sim! Ou não parei de sonhar?

     - Matheus Matos , Fabricio Lopes -

domingo, 22 de julho de 2012

Sobre as cinzas na janela

Escondido de noite, parece até ser frágil... mas é prova de superação.
Não abaixou a cabeça nunca, principalmente quando era pra pedir perdão. 
Tardes em ócio , livros pra ler. Suas frases sem sentido já não querem ser mais escritas.
Era como se as coisas estivessem voltando anos antes, você se lembra daquela garota bonita?

Um chá, uns biscoitos, um cigarro. Janela embaçada , consequência da chuva.
E já vem chovendo há muito tempo, talvez seja por isso que eu não saio mais.
Pela janela dá pra ver uns pássaros pretos, talvez me esperando. Frouva.
Idéias passam pela minha cabeça o tempo todo, como numa criança vendo TV, mas as minhas são reais.

Dormir já não me conforta, tento ficar acordado o maior tempo possível 
As vezes encarar é melhor do que fugir. 
E eu tenho medo de pesadelos, com tudo que venho passando, é compreensível.

Pessoas que procuram ficar sozinhas pra pensar... Refletir... Agora faz sentido porque sou assim.
Ia ser muito bom poder deixar tudo aqui e simplesmente sumir. Sair.
Mas nunca fui de correr, mesmo quando tudo está pra cair. Mesmo quando tudo está ruim.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Réu

Um gosto amargo na boca , um gosto de quem viveu tudo que tinha de viver.
Um odor que circula ao meu redor, mas que não vem de lugar algum.
Aqui , sentado, cantarolando uma velha canção, eu penso que talvez o mundo deva ceder
Esse lugar já é velho demais pra revoluções, nos resta as lembranças e os amores, quiçá, dos dois, nenhum

Toda a melancolia , a solidão... E essa repugna as cousas que temos ao redor, não consigo entender.
Se eu vejo as cousas do jeito certo, será que todos veem do mesmo jeito? Sentem o mesmo cheiro?
É fácil ter uma percepção quanto as cousas que fazem, mas... Qual o por que de fazer?
Levanta esse nariz, olha pra frente, seja uma pessoa por inteiro!

Homem, animal, descrente, feliz, desatento. Uma parafernália sem fim de cousas que temos por dentro
Cousas que sentimos e que guardamos, é tudo um paradoxo , é tudo muito irritante
Não que o culpado seja você, eu não quis dizer isso, mas olhe pra si mesmo, você podia ser o epicentro
Bastava querer. Então não julgue assim! Que diabos , pra ser homem não precisa ser arrogante!

Basta ser justo, em todos os ângulos , saber o certo e o errado
Ser amigo, ser amante, nunca inimigo. Sempre aliado.

Um Brinde

De que lado está a justiça?
Todos cegos por dinheiro, fama e cobiça
Grandes homens amargurados, sem vontade de viver
Com muito dinheiro e pouco saber

Mas como anda o músico que canta lindamente?
Ou o poeta que conduz as letras com maestria...?
será que a eles falta alegria?
Ou vivem um dia de cada vez, constantemente?

Um brinde aqueles que levam a vida se deixando levar ...
De um modo só deles, bonito, peculiar
E que sejam recompensados por sua força de vontade

E aqueles pecuniosos, banhados na vaidade
Que lhes seja imposta a justiça, incondicional
E aprendam um pouco de ética e moral

                 - Fabricio Lopes -

Enfim o amanhã?

Hoje a tristeza lhe faz bem
Falta coragem para prosseguir
Não a nada que possa fazer-lhe rir
Anda escutando sempre aquele velho réquiem

Ontem a tristeza o acometeu
Tudo que era belo e gentil nesse mundo morreu
Uma grande dor se apossou do seu coração
Já não quer mais viver em vão

Pois ante-ontem estava feliz, beijos molhados a beira da lagoa
Brincando, cantando, sorrindo atoa
E uma grande tragédia aconteceu

Aquele belo sorriso desfaleceu
Carrega um grande e pesado fardo
 E pretende viver até o fim desolado.

          - Fabricio Lopes -

quinta-feira, 19 de julho de 2012

É tudo que temos.

Eu conheço esse cheiro... É de suco de maçã , não é? (...)
Maracujá? Eu sei que conheço esse cheiro, é de beber. É um cheiro doce.
Não o perfume de Madalena, mas como o amor de mãe, é um cheiro de casa...
Eu conheço esse cheiro, só não consigo me lembrar de onde, exatamente, porque você não me diz?
Eu sinto que você está me escondendo onde achou isso, vamos, diga logo!

É como se isso fosse a minha essência, sem saber. Como se tu tivesse me mostrado a minha mãe.
Incógnito, nostálgico, desatinado. Perdido em meio a esse cheiro que só me trouxe felicidade
Ironias, em meio a verdades que só serão ditas anos além, se conforme.
É o que temos pra hoje.